Mefedrona - miau-miau

Mefedrona - miau-miau

Ela ainda é uma droga pouco conhecida no Brasil, mas já está dominando a cena das noitadas Europeias. Conhecida como ‘miau-miau’ e mais precisamente nomeada de Mefedrona (Mephedrone), o Meph é uma das drogas mais interessantes que eu já experimentei até hoje. Chegou ao meu conhecimento primeiramente em meados de 2010, ouvi um amigo comentando que a droga do momento na Europa estava sendo o tal do ‘miau-miau’, que era um ‘fertilizante para plantas’ e era um pó branco similar ao padê/key que cheiramos por aqui. Procuramos saber se alguém conhecia um dealer para o miau-miau e sem sucesso, acabou no esquecimento. Em agosto de 2011 a ANVISA proibiu a droga no país, assim como vários países europeus, devido ao grande impacto que ela causou na cena gay Londrina no final de 2010 e, pum, o Meph nem chegou por aqui e já é conhecida como uma substância ilegal. O que não impede de tornar a coisa mais interessante para àqueles que adoram quebrar as regras, certo?

Acabei esquecendo-me do tal Miau e nunca mais ouvi falar sobre o dito até que em um dos comentários neste blog conheci uma pessoa que estava recém chegando de Londres e me contou tudo o que sabia sobre o assunto. Foi questão de meses para que eu finalmente experimentasse pela primeira vez o tal Meph e, no dia 31 de Dezembro de 2011, esse encontro aconteceu.

Ainda é quase impossível achar alguém que detenha o poder do Meph aqui no país, mas isso não me impediu de experimentá-lo em solo brasileiro. A droga, que é facilmente encontrada em qualquer esquina na capital da Inglaterra, tem um alto poder de eficiência e pureza que faz você se sentir completamente estimulado, causando uma sensação única de bem estar. É quase que impossível descrever as sensações que ela te proporciona. Eu ficava sempre perguntando para esse amigo recém-chegado de Londres como que era a sensação após o uso e as palavras sempre faltavam. Não conseguia entender qual era o do Meph e isso me deixava mais curioso ainda, com mais vontade de experimentar o tal ‘fertilizante para plantas’. Mais tarde fui saber que de fertilizante de planta o Meph não tem nada, é apenas uma desculpa que os gringos usam para comercializar a droga pela internet. “NOT FOR HUMAN CONSUPTION” estampa as embalagens e anúncios nos sites que vendem a droga como um ‘fertilizante’ para não ter problemas com a polícia. A entrega ainda é feita pelo correio e tem alguns que até garantem uma nova entrega caso ela se extravie. Tão moderno quanto os seus efeitos.

Depois de muito ouvir sobre o precioso Meph, quase que idolatrado pelo amigo, finalmente recebi a notícia que um primo seu estava chegando da Alemanha e iria trazer algumas bags do Meph para ele e eu ganharia a oportunidade de experimentá-lo. Ele veio para passar o ano novo no país e fomos busca-lo no aeroporto no maior estilo possível. Foi no último dia do ano de 2011 que o encontro aconteceu. Fazia aproximadamente uns três dias que eu não dormia direito, estava praticamente virado dia após dia de tanto correr atrás dos preparativos para o ano novo e chegou na véspera e  estava completamente podre de cansado. Voltamos do aeroporto de manhã e acabei me jogando no colchão da sala do apartamento mais a fim de dormir um pouco do que saber de Miau-Miau. O Meph já estava com o amigo e o combinado era esperar até chegar à noite para usarmos o ‘precioso’ na Babylon, onde passamos a virada. Depois de ficar algumas horas, jogado no colchão da sala, sem ter forças nem para mover o olho de tão cansado, ele veio com aquela cara de criança quando quer aprontar alguma coisa, sacou uma chave do bolso, enfiou dentro da bag de Meph e veio em direção ao meu nariz: “Cheira!”. Inalei tudo de uma só vez, como resistir? Um gosto meio agridoce – ora doce, ora amargo – me deu a sensação única que somente quem usou sabe qual é. Inicialmente tudo o que eu conseguia fazer era puxar mais e mais o nariz pra tentar descobrir qual era o barato. Longe de ser igual ao padê e bem diferente do key. A sensação era de que tinha cheirado ‘nada’. Esperava algo como o amargo e amortecedor poder do padê ou o queimar do key – o Meph não dá nenhuma dessas sensações. A única coisa que senti foi às narinas ficando com um aspecto ‘melado’, como se tivesse cheirado algum tipo de coisa açucarada. Conforme eu puxava mais o nariz, mais sentia o gostinho do Miau entrando no meu organismo e mais interessante a coisa ficava. Um calor começou a nascer dentro do peito e, quando eu dei por mim, estava em pé, sem cansaço algum. Uma felicidade incrível bombeava no meu peito e toda aquela podridão de alguém que ficou três dias sem dormir se foi completamente.

Uma quantidade mínima foi necessária pra me fazer subir em cima do sofá e dançar. De onde veio tudo àquilo com tão pouco? O mundo ficou mais colorido e a sensação era como se eu tivesse ganhado na loteria: uma felicidade sem igual. Junto com a felicidade e a sensação do bem estar me veio um TESÃO inigualável. Quando dei por mim estávamos pelados no meio da sala fazendo loucuras. Aproveitamos pra adicionar um pouco de Gi (GHB) na história e, pronto, o prazer não poderia ficar maior – pensava eu – mas a coisa começou a ser mais incrível quando ele resolveu ‘colocar’ um pouco de Meph na penetração. Faltam-me as palavras para descrever o prazer que eu sentia. Posições de todas as maneiras, limites não existiam, apenas o prazer de sentir prazer. A mistura do Meph com o Gi me deixou a ponto de sentir prazeres antes não explorados por mim. Acabamos perdendo a noção do tempo trepando e saímos correndo para terminar os afazeres do ano novo, ainda loucos de miau.

Outro lado do Meph foi descoberto quando cheguei à Babylon. Passamos o ano novo brindando um shot de Gi e cheirando Meph no banheiro da balada. As luzes ficavam mais incríveis com o poder do miau. Uma sensação de confiança pulsava por dentro juntamente com a música que parecia estar no seu ritmo perfeito. Eu só sabia sorrir e mexer com as pessoas. Um efeito de socialização me dominou completamente e, de repente, eu achava todos legais, todos bonitos e queria comentar de tudo com todo mundo. O Meph com a Gisele era um poder de satisfação tão forte que fui tomar minha bala lá pelas tantas da manhã – tomando apenas por tomar, pois a sensação de plenitude não me fazia querer algo a mais para ficar bem. Eu não poderia estar melhor. Acabei ganhando até o apelido de “Miss Simpatia” no fumódramo do after, de tão sociável e entretido que fiquei com as pessoas.

Por um lado, conhecer o Meph foi uma experiência única e incrível, por outro, me trouxe certa tristeza ao saber que a droga é dificilmente encontrada por aqui. A vibe é tão perfeita e tão na medida em que pode fazer você não querer nunca mais parar de dançar e de cheirar, mas tudo que é bom uma hora acaba. Hoje fica só a lembrança daquele sabor agridoce e a sensação do nariz melado e cristalizado. Lembranças que sempre ficarão e sempre permanecerão para fazer com que a saudade faça com que você torça pra que o tal Meph chegue logo por essas bandas. Fica aqui o meu apelo para que, se alguém tiver ou souber uma fonte de Mefedrona no Brasil, sinta-se livre em deixar um comentário com informações, pois só quem conhece sabe o seu poder de sedução.

Em breve estarei disponibilizando uma página com informações precisas e interessantes sobre essa droga que faz você querer miar de alegria.

- Lembrando que o Meph é bem diferente do METH (Crystal Meth), uma outra droga bem perigosa e altamente viciante, ao contrário do MEPH! -